Blog do Pediatra

16/07/2014

Novo Blog do Pediatra

Prezado(a) leitor: Agora, meu blog está em outro endereço. Acesse o link a seguir e continue acompanhando meus artigos no Blog do Pediatra UOL / Saúde: http://blogdopediatra.blogosfera.uol.com.br

 

Imprensa: caso seja de seu interesse entrevistar os profissionais da MBA Pediatria, acesse o link a seguir: http://www.mbapediatria.com.br/index.php/imprensa

 

Por Dr. Sylvio Renan às 13h44

09/05/2014

A importância da imunização antes da Copa do Mundo de Futebol 2014

 

A Copa do Mundo de Futebol no Brasil começa dia 12 de junho, e se estende pelo período entre o outono e o inverno, época em que há mais poluição devido a menor concentração de ar. Este cenário contribui para a propagação de vírus e bactérias. A imunização é fundamental todos os anos, mas especialmente agora, devido ao grande fluxo migratório temporário interno e a vinda de torcedores do exterior.

O quanto antes nos imunizarmos, mais protegidos estaremos contra os vírus e bactérias responsáveis por transmitir diversas enfermidades. Por isso, atualize a carteirinha de vacinação do seu filho, mas não se esqueça da sua. A prevenção ainda é a melhor forma de combate às doenças, sobretudo as sazonais. Todo adulto deve procurar seu médico ou uma clínica de imunizações, visando proteger-se contra uma série de doenças, colaborando para a não proliferação delas para outras pessoas. E atenção redobrada com as crianças.

Como disse, a realização da Copa do Mundo entre o outono e o inverno, e a pior qualidade do ar neste período, são fatores que contribuem para a propagação de vírus e bactérias. Para evitar o frio, as pessoas se reúnem em locais fechados e menos arejados. E, devido aos jogos, muitos se reunirão em locais públicos, que abrigarão torcedores brasileiros e estrangeiros, podendo favorecer a transmissão de diversas enfermidades. No caso dos turistas internacionais, eles podem trazer diversas doenças, como vírus e bactérias aos quais nós não estamos imunes. E vice-versa.

As doenças mais importantes que necessitam de imunização são o sarampo, a coqueluche, a meningite, a catapora e a febre amarela. Uma das que mais preocupam é o Sarampo. Apesar de estar praticamente erradicado no Brasil, em alguns países da Europa ele ainda persiste. Até por uma questão de “cultura”, pois muitos estrangeiros não têm o hábito de se vacinar.

As crianças são sempre as mais suscetíveis, pois a imunidade dos baixinhos é menor. Por isso, é importante reforçar a necessidade de vacinação no adulto como prevenção à criança, uma vez que o germe nele incubado pode atingir os pequenos. As vacinas hoje disponibilizadas são acelulares (Vacina Tríplice Acelular) e não causam reações sérias, um dos motivos que afastou o público adulto das clínicas no passado.

Procure o melhor local de vacinação (Clínicas privadas e UBS) para você e seus filhos.

Planeje o quanto antes a sua imunização e de sua família. Afinal, a Copa passa, mas algumas doenças podem ter consequências para o resto da vida. Adultos e crianças saudáveis: esse é o jogo que tem que ser vencido!

Por Dr. Sylvio Renan às 12h38

10/02/2014

CARNAVAL: Como garantir que a folia da criançada seja segura?

 

O Carnaval já começou! Alguns blocos de rua já estão pulando sem parar. E assim será até a chegada da terça-feira de Carnaval – se não mais, como em Salvador, onde a festa é prolongada. E é também um momento importante para transmitirmos mais cultura para nossos filhos, que são naturalmente estimulados a participar dessa grande festa do brincar, do socializar-se e descontrair-se.

No entanto, como pediatra, aconselho aos pais tomarem cuidados especiais durante a folia, evitando aborrecimentos durante e depois do Carnaval. Por isso, separei algumas dicas que ajudarão pais e filhos a aproveitarem a festa sem sustos.

- Bebês devem frequentar bailes/festas de Carnaval? Crianças muito pequenas não possuem o sistema imunológico totalmente desenvolvido, facilitando a contaminação por vírus e bactérias potencialmente presentes em locais de aglomerações. Além disso, a festa pode contribuir para que o pequeno se excite excessivamente, com consequências como insônia, pesadelos, falso terror noturno, entre outros.

- Segurança: leve seu filho ao local do baile/festa ou no bloco ou no Sambódromo com uma pulseira de identificação, onde conste o seu nome completo ou do responsável que esteja presente no local, além de telefone celular do adulto. Este procedimento simples dará mais liberdade para o seu baixinho e mais tranquilidade para você. Além disso, as brincadeiras durante o período do carnaval são uma atividade física saudável como todas as outras, mas, quando ocorrem abusos, podem provocar agravos de leve a graves, devendo então ser sempre monitorizadas pelos pais ou acompanhantes da criança, respeitando o limite de cada uma.

- Hidratação: Lembre-se que o Carnaval ocorre em pleno verão brasileiro, com dias quentes e úmidos, que aumentam a sudorese e o risco de desidratação. Não se esqueça de que qualquer atividade física deve ser moderada nesta situação, pelo risco de desidratação, quedas de pressão arterial, entre outros problemas. Assim, é preciso que a criança, ao cair na folia, seja orientada para ingerir bastante líquido, de preferência água, e com frequência. Quando em local aberto (praias, ruas, sambódromos, etc.), deve-se passar protetor solar e, mesmo com seu uso, evite a permanência por tempo prolongado sob o sol, principalmente no período entre às 10 e 16 horas.

- Roupas: Escolha roupas ou fantasias leves, de cores claras, folgadas no corpo e que permitam a circulação do ar e camisetas de tecidos que drenam o suor para o lado externo da roupa, permitindo uma melhor eliminação do suor e facilitando o refrescamento do corpo.

- Sem exageros: evite também que as fantasias sejam acompanhadas de brinquedos, como armas (revólveres, espadas, etc.), que além de servirem como apologias à violência, podem provocar acidentes. Cuidados também com máscaras que, quando deslocadas, podem dificultar a respiração da criança. Pinturas devem ser feitas com tintas naturais, neutras, e de fácil eliminação, evitando-se as regiões próximas aos olhos e à boca.

- Barulho: atenção ao nível do barulho e do som a que vai expor a criança. Quando exagerados podem contribuir para problemas de audição.

- Bebidas: crianças maiores (pré-adolescentes e adolescentes) devem ser muito bem orientadas a NÃO ingerir bebidas alcoólicas, não aceitar nada oferecido por estranhos e procurar por você ou por uma autoridade policial diante qualquer suspeita de assédio.

- Limite de faixa etária: bailes e festas de salão costumam ser realizadas para faixas etárias definidas. Respeite estas divisões, não permitindo que seu filho vá a festas de outra faixa etária, seja ela para crianças mais velhas ou mais novas.

Seguindo essas dicas bem simples, você pai/mãe garantirá a folia dos baixinhos e a sua tranquilidade.

Por Dr. Sylvio Renan às 18h15

17/01/2014

Volta às aulas, organização e a importância da rotina na vida das crianças

 

A Copa do Mundo de Futebol 2014, no Brasil, alterou o calendário das escolas e este ano a volta às aulas foi antecipada. Entre outros motivos, as mudanças foram realizadas para que todos possam apreciar o maior evento futebolístico mundial, desta vez no país do futebol. Com o novo calendário escolar, as famílias deverão refazer seus planejamentos diários para atender a essa nova dinâmica importante para 2014.

A palavra-chave então é organização. É preciso organizar-se com horários de cada atividade, como das refeições, aulas, atividades extracurriculares, momento das brincadeiras, e, claro, a hora do sono, que foi alterada nas férias - a criançada dormiu e acordou mais tarde, e isso contribuiu para a bagunça do reloginho biológico, incluindo-se aí também o horário de verão.

Crianças bem pequenas ainda não possuem recursos cognitivos que lhe deem, por exemplo, a noção de tempo. Por isso, vale introduzir uma rotina desde cedo que, além de ajudar no cumprimento de suas tarefas, vai contribuir e muito em sua vida adulta, já que precisará conciliar estudos, trabalho e vida pessoal.

Agora, dias antes do retorno à escola, deve ser antecipada a hora de ir para a cama, e também fazer com que o pequeno acorde mais cedo. Vale explicar que logo as aulas irão começar e, para isso, é preciso estar descansado e preparado para o reinício.

Uma dica divertida para fazer a criançada entender a importância do estabelecimento de horários para a realização de suas tarefas, e até ajudá-la a criar uma rotina para isso, é criar um quadro em conjunto, ilustrando e estabelecendo as horas certas para cada atividade. Importante também que os pais deixem este quadro em um lugar visível para criança, o que a ajudará a memorizar sua rotina.

Por fim, lembro que bom senso é fundamental. Criar uma rotina para a criança ajudará e muito em sua vida, mas não podemos esquecer que criança deve ser criança e em sua agenda deve ter momentos de lazer, diversão e brincadeiras.

Por Dr. Sylvio Renan às 10h28

04/12/2013

Presentes de Natal: quais são os mais indicados para a criançada?

É normal e natural que toda criança imagine o presente de seus sonhos sempre. Não importa a data comemorativa ou a época do ano. Mas, às vésperas do Natal, esta expectativa tem um peso maior, não é? Se na data de seu aniversário o presente é especial por ser individual, na noite do dia 24 de dezembro ele é coletivo – toda criança ganhará um presente, ou deveria.

Pais, tios, avós, amigos e responsáveis ficam então com a tarefa da escolha: qual será o mais impressionante? Ou, qual o mais imprescindível? Tudo isso recheado com o fato de ter que conciliar o orçamento com os gastos de final do ano.

Não existe uma fórmula mágica, mas algumas dicas podem funcionar. Já fui questionado diversas vezes por pais e responsáveis sobre qual o melhor presente para o filho no Natal. O mais usual é que cada criança receba o presente mais condizente para a sua faixa etária – os fabricantes de brinquedos expõem isso em suas embalagens, por exemplo.

Pela faixa etária é possível ter uma boa noção do que pode ser útil e necessário para seu filho. De forma geral, existem alguns caminhos:

Para crianças pequenas de 0 até 3 anos: Nesta fase, as crianças estão em um momento de descobertas, onde tudo é novidade. Sendo assim, priorize brinquedos que explorem as cores, texturas, formas e sons, que estimulem a visão, a audição, o tato, a coordenação motora e a curiosidade dos pequenos;

Para crianças maiores, acima de 3 anos e até 7 anos: Vale presentear com brinquedos destrutíveis, ou seja, aqueles que não são caros e têm vida útil curta, pois os baixinhos nesta fase têm a curiosidade de explorar o brinquedo enquanto é novidade; depois, perdem o interesse. Outra dica é presenteá-los com jogos analógicos lúdicos e educativos, que estimulem a imaginação, o raciocínio, a coordenação motora e que também permitam a interação com as demais crianças.

Para crianças dos 7 aos 12 anos: Aos já mais crescidinhos, você pode dar um brinquedo ou roupas, mas como já estão alfabetizadas, também vale incentivá-las à leitura. E livro é sempre um bom presente!

Muito além de dar presentes, aproveite também o espírito natalino e ensine seu filho sobre caridade: ao ganhar um brinquedo ou roupas novas, explique que ele pode separar algum que não utiliza mais ou uma peça de roupa que já não lhe serve mais, devido seu crescimento, para doar às crianças carentes.

Desejo a todos um Feliz Natal e um 2014 repleto de bons motivos para sorrir!

Por Dr. Sylvio Renan às 11h24

18/11/2013

Coqueluche: recentes surtos da doença só comprovam a importância da vacinação

 

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, sendo transmitida pelas vias respiratórias e que compromete o aparelho respiratório (traqueia e brônquios). Seu contágio se dá pelo contato direto com a pessoa infectada ou por gotículas eliminadas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. A infecção pode ocorrer em qualquer época do ano e em qualquer fase da vida, mas acomete especialmente as crianças menores de dois anos.

Apesar de poder ser prevenida através da vacinação, no Brasil e no exterior os casos de coqueluche cresceram ultimamente. O Ministério da Saúde aponta um aumento progressivo do número de casos, ultrapassando o limite superior ao esperado. Um dos motivos para isso são as lacunas que se abriram nas campanhas para a imunização, sobretudo em adultos, faixa em que a doença costumar passar despercebida, curando-se sozinha, quando não revacinado recentemente. Vale ressaltar que a eficácia da vacina para coqueluche é em torno de 75 a 80%.

Por isso é importante reforçar a necessidade de vacinação no adulto como prevenção à criança, uma vez que o vírus incubado pode atingir os pequenos. As vacinas hoje disponibilizadas são acelulares (Vacina Tríplice Acelular) e não causam reações sérias, um dos motivos que afastou o público adulto das clínicas no passado.

Recentemente, tive dois casos de coqueluche em meu consultório que corroboram para a necessidade de vacinação em adultos, pensando na saúde das nossas crianças. Um deles, o próprio pai da criança, por não ter tomado a vacina contra a coqueluche, foi o transmissor do vírus.

Os sintomas mais comuns da doença são tosse contínua, por mais de três meses, que emite um som estranho de chiado no peito e costuma causar vômito, febre baixa, coriza, espirro, lacrimejamento, falta de apetite e mal-estar. Estes são muitas vezes confundidos como sinais de um simples resfriado ou uma gripe, dificultando o tratamento correto da coqueluche.

Atualize a carteirinha de vacinação do seu filho, mas não se esqueça da sua. A prevenção ainda é a melhor arma de combate a esta e demais doenças. Todo adulto deve procurar seu médico ou uma clínica de imunizações, visando proteger-se contra uma série de doenças, colaborando, assim, para a não proliferação delas para outras pessoas, sobretudo para as crianças.

Por Dr. Sylvio Renan às 14h16

01/10/2013

Brincadeiras saudáveis para crianças


Dia 12 de Outubro é uma data especial. Concentramos nossas homenagens aos futuros professores, médicos, doutoras, dentistas, cientistas, governantes... Enfim, às nossas crianças.

Mas, mais do que falar do futuro que será, o importante agora é relatar como é bonita e importante essa fase. E não poderia deixar de fazer um alerta e tentar ajudar os pais a resgatarem, junto com seus filhos, a verdadeira essência da infância, através de brincadeiras que a minha geração (talvez a sua também) não cansava de participar.

Na rua, ou no quintal de casa, a diversão era juntar os amigos e nem perceber a hora passar. As brincadeiras de amarelinha, pular corda, dança das cadeiras, queimada, entre outras, foram responsáveis por boas risadas. E o melhor: não era preciso dinheiro para ter essas e outras atividades a toda hora e à disposição de qualquer um.

Essas brincadeiras eram consideradas “baratas” para o bolso de nossos pais e, ao mesmo tempo, simples e capazes de trazer diversos benefícios para a saúde, o crescimento e o desenvolvimento das crianças que a praticavam.

E por que não resgatá-las e inseri-las entre as crianças de hoje?

Sabemos que os pequenos da nova geração se interessam mais por brinquedos modernos e tecnológicos. Estão cada vez mais conectados aos videogames, smartphones, computadores e similares. Não digo que devemos proibir as crianças de usarem aparelhos eletrônicos, mas que, então, utilizem videogames com sensores de movimento - que exigem que o jogador se movimente para cumprir as tarefas da brincadeira, em vez de apenas apertar os botões dos controles.

No entanto, os benefícios das brincadeiras da nossa “velha infância” devem e podem ser revividos no dia a dia das crianças do século XXI. Através da amarelinha, pular corda, jogos de queimada, futebol, handball e dança da cadeira, por exemplo, há uma intensa atividade física, que contribui na queima de calorias e para a saúde dos pequenos. Além disso, através dessas brincadeiras, a criança é estimulada a desenvolver o equilíbrio, a coordenação neuromotora e rítmica, o raciocínio lógico e ainda a sociabilidade e a competitividade saudável. (veja aqui um infográfico sobre essas atividades).

Para que isso se torne realidade, nada melhor que o incentivo e o exemplo para fazê-las a praticá-las. Uma dica é reunir a família e, juntos, brincarem uma das brincadeiras citadas. Além de estimular seu filho, esta será uma oportunidade para dividir boas risadas e curtir bons momentos, e ainda uma maneira de fortalecer os laços familiares.

#Ficaadica e minha homenagem especial ao Dia das Crianças, com o desejo que cada uma delas possa no futuro, assim como eu, lembrar com um grande sorriso no rosto de sua incrível, saudável e maravilhosa infância!

Por Dr. Sylvio Renan às 17h07

22/08/2013

Até que idade devo levar meu filho ao pediatra?

 

Em meus mais de 30 anos de atuação na pediatria, seria difícil calcular o número exato de pacientes dos quais já tratei. No entanto, posso citar que, entre eles, tenho alguns cuja idade já ultrapassou a faixa etária recomendada para que uma pessoa recorra a um pediatra quando tiver algum problema de saúde. Ainda chegam muitos adolescentes quase adultos ao meu consultório na busca da minha análise clínica.

A Pediatria é a medicina do ser em crescimento, mas, afinal, até que idade os pais devem levar seus filhos ao pediatra?

Desde 1969, o Conselho Americano da Prática Pediátrica (Council of Pediatric Practice) aconselha que o acompanhamento com este profissional deve prosseguir até que o paciente complete 21 anos de idade. No entanto, muitas entidades, públicas ou privadas, estabelecem limites arbitrários, como 12, 14 ou 16 anos para o atendimento por pediatras. Lembrando ainda que dentro da área da pediatria existe uma subespecialidade, a hebiatria, que atende o adolescente, pré-determinada dos 13 aos 21 anos.

Sendo assim, recomendo que as consultas para crianças até um ano de idade sejam realizadas mensalmente, já a partir do 2º ano de vida, a visita seja feita a cada três meses e, dos 2 ao 6 anos, a mesma deve acontecer semestralmente. Quando o paciente já estiver crescido, deve visitar o pediatra anualmente, e, a partir de então dar continuidade ao seus cuidados com a saúde com um  clínico geral anualmente, que dará continuidade ao atendimento, definindo quando há necessidade de um especialista. No entanto, assim como cada criança tem suas particularidades, nós adultos também, e há casos que fogem às regras, devido a alguns acometimentos que possam requerer mais visitas com um profissional.

Um dos motivos que faz com que, mesmo após os 21 anos, muitos ainda recorram ao pediatra - mesmo que seja apenas para pedir conselhos -, é justamente pela dificuldade da quebra do “cordão umbilical” na relação entre o médico e o paciente, devido à longa interação durante seu crescimento e maturidade. Muitos pediatras acabam se tornando parte da família da criança, sendo difícil essa “despedida”.

Para estes meus crescidinhos pacientes, sempre procuro me atualizar no sentido de me adequar às suas exigências, cujas necessidades são, na maioria das vezes, muito mais na área afetiva e comportamental do que propriamente no tratamento de doenças físicas. Assim, é preciso aprender a ouvi-los e atender seus anseios. Particularmente, colaboro com conselhos e observações, deixando claro não estar assumindo a atuação médica em si, pois me considero sem competência e tempo para exercer tal atividade médica. Por isto, aconselho uma consulta com um clínico geral.

Por último, lembro e friso que nós pediatras, atualmente, estamos nos adequando para atender pequenos pacientes que provavelmente vão viver até 120 anos. E, devido a este novo cenário, temos que nos esforçar para que eles vivam com qualidade de vida, através do acompanhamento pediátrico desde seu nascimento e com consultas preventivas e de check-up, orientando-os para  que evitem condutas que possam ser prejudiciais para a sua saúde a curto e longo prazo e para que vivam todo este tempo com qualidade de vida.

Por Dr. Sylvio Renan às 15h48

31/07/2013

Concurso Cultural

"Seu Bebê em Perguntas e Respostas"


Seu Bebê em Perguntas e Respostas - do nascimento aos 12 meses é um livro escrito pelo pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros. A obra esclarece diversas questões e reúne informações imprescindíveis para mães e pais de primeira viagem. Mas não se trata de um compêndio técnico sobre o "bebê-padrão", e sim de um livro que aborda casos específicos atendidos pelo autor ao longo de três décadas de pediatria. Dividido em meses, traz perguntas e respostas sobre desenvolvimento físico e psicológico, alimentação, sono, comportamento, estímulos e cuidados com o bebê.


De 1º a 31 de Agosto, o Blog do Pediatra UOL realizará o Concurso Cultural que premiará um leitor com um (1) exemplar do livro Seu Bebê em Perguntas e Respostas - do nascimento aos 12 meses, do pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros.

Veja como é fácil participar: 


Responda: Pra você, o que é cuidar do seu bebê?

 

A melhor frase será escolhida pelo pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros (leia aqui, no Blog do Pediatra, "Sobre o Autor"), autor do Blog do Pediatra UOL e do livro "Seu Bebê em Perguntas e Respostas - do Nascimento aos 12 meses". 

A frase deverá ser enviada para o e-mail: mbapediatria@baruco.com.br

Importante:


1) Ao enviar sua frase, não esqueça de informar seu e-mail de contato. Caso sua frase seja escolhida, entraremos em contato através dele. 


2) O envio do livro não acarretará ônus ao vencedor do Concurso Cultural, que receberá em casa o livro "Seu Bebê em Perguntas e Respostas - do nascimento aos 12 meses". 


3) O resultado deste Concurso Cultural será divulgado neste blog, bem como nas redes sociais da MBA Pediatria, a saber:

Facebook MBA Pediatria

 

Twitter @MBA_Pediatria 

 

4) O período deste Concurso Cultural será de 1º de Agosto de 2013 a 31 de Agosto de 2013.

 

Clique Aqui para ler o regulamento completo.

 

Por Dr. Sylvio Renan às 18h50

23/07/2013

Lancheira saudável é reflexo da alimentação da criança em casa

 

Muitos pais relatam dificuldade para fazerem seus filhos comer lanches saudáveis na escola, especialmente pela oferta de produtos calóricos ou nada indicados na lancheira do coleguinha do lado ou na lanchonete do estabelecimento. Diante disso, buscam dicas e receitas fazer para tornar mais atraente o lanche que preparam em casa.

Bom, antes de tudo, é importante explicar que metade do problema sobre o comer saudável fora se resolve se o comer saudável já acontece dentro de casa. Ou seja, se os pais têm por hábito uma alimentação regrada, equilibrada, com alimentos saudáveis em todas as refeições de sua casa, a criança naturalmente terá arraigado estes gostos e aceitará tanto uma lancheira mais saudável, quanto saberá selecionar os alimentos mais apropriados na lanchonete.

Ok, mas se os pais não praticam o exercício em casa, nunca é tarde para mudar, certo? E então como mudar o processo? A resposta: aos poucos.  A dieta para ser eficiente, seja para o adulto seja para a criança, não pode ser radical e sim contemplar fases de adaptação, ajuste. Ainda assim, deve partir de dentro de casa para se estender para a lancheira.

Uma criança ainda não adaptada ao saudável sentirá mais tentação com a bolacha recheada e o refrigerante do amiguinho ou da batatinha da cantina. Por isso, o início deve contemplar a inserção gradual de alimentos que possam ser divididos com outros até que eles sejam totalmente trocados. Outra saída, que não vejo mal em adotar, é estabelecer uma ‘folga’ à criança, estipulando um dia da semana em que ela teria a lancheira ou a cantina com alimentos que fogem daqueles considerados permitidos.

Outro ponto fundamental é mostrar para o filho que o lanche saudável não é chato e nem ruim, mas pelo contrário, pode ser muito divertido e gostoso, se feito com criatividade e dedicação.

Por último, reforço o que volta e meia cito aqui: criança vê, criança faz. Dê exemplos alimentares saudáveis e o seu filho seguirá seus passos em todas as situações.

Por Dr. Sylvio Renan às 15h58

17/06/2013

Desmame ao seio: quando é o momento certo?

 

Leite materno é essencial para a saúde do bebê. Sei que já afirmei em diversos momentos aqui e com frequência escrevo a respeito, a fim de reforçar sua importância. No entanto, um assunto que não abordei ainda e que gera dúvidas em muitas mamães é o momento do desmame. Qual a hora certa de fazê-lo? Como realizá-lo? Quais reações esperar do baixinho?

Por isto, este artigo visa tirar algumas dúvidas iniciais e auxiliar as mães durante este processo do desmame.

Antes de tudo, não posso esquecer-me de frisar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que os bebês devam ser amamentados, única e exclusivamente ao seio, pelo menos até complementarem seis meses de idade. Após esta fase, outros alimentos podem ser oferecidos, progressivamente, ao pequeno, mantendo-se, porém, o leite materno como único alimento lácteo até a criança completar dois anos de idade.

 Existem várias razões para o desmame antes de o bebê completar dois anos de idade, como doença materna, produção materna inadequada de leite, internações prolongadas da criança, volta da mãe ao trabalho, entre outras.
Mas, afinal, como deve ser feito este processo? O desmame deve ser progressivo, retirando mamadas ao seio e trocando-as por leite artificial. Se a mãe tem condições de amamentar de manhã e à noite, pode fazê-lo, deixando a oferta do leite artificial para quando ela estiver ausente.

Apesar do leite de vaca ser usado tradicionalmente como o substituto ideal, atualmente utilizam-se fórmulas derivadas do mesmo, com retirada de nutrientes menos adequados ao bebê, e introdução de substitutos de maior digestibilidade (absorção de nutrientes) e menos alergênicos, todos derivados do leite do animal. Em casos especiais, como a alergia à proteína do leite de vaca, pode ser utilizada uma fórmula de derivados vegetais, como a soja, ou o próprio leite de vaca após hidrolização (quebra de uma molécula em partes menores e menos alergênicas.) de seus aminoácidos, diminuindo assim sua capacidade deletéria.

Após essa fase, outros nutrientes, como frutas, legumes e verduras, devem ser progressivamente introduzidos. No entanto, as mamães não podem esquecer de que, antes mesmo (e independente) do desmame, outros alimentos não lácteos devem ser oferecidos ao pequeno, a partir de seis meses de idade, iniciando com um suquinho de frutas, seguido de papas de frutas, papas de cereais, e assim por diante, para que o bebê chegue aos 12 meses de vida com uma dieta semelhante à do adulto.

É importante que as mamães não se assustem quanto às birras, choros e rejeições. Qualquer mudança na rotina leva a alterações de comportamento do bebê, sendo essas citadas as mais frequentes durante esta fase de adaptação. Mas não são apenas os pequenos que sofrem. As mães também podem se sentir culpadas pela mudança e acharem que estarão contribuindo para um corte de vínculo entre ela e seu filho, o que, não é verdade.      

Por último, considero importante salientar que as novas normatizações governamentais para estender a licença amamentação até o bebê completar seis meses deveriam ser transformadas em lei e inseridas na CLT, o que irá diminuir consideravelmente o desmame precoce em nosso país.

Por Dr. Sylvio Renan às 14h08

07/05/2013

Como contribuir para a qualidade de vida de nossas crianças e jovens

 

 

Com o avanço das tecnologias, as novas e múltiplas formas de comunicação sem fronteiras e a ampliação das tarefas e horas a cumprir de nossas demandas, tornam-se cada vez mais comum quadros de stress e ansiedade, não apenas nos indivíduos adultos, mas também nas crianças e adolescentes, sobrecarregadas pelo excesso de tarefas e informações.

Embora a qualidade de vida seja essencial em todas as idades, é nos primeiros ciclos que ela imprime papel de formação nos indivíduos, marcando-os de forma, muitas vezes, definitiva.

Visando auxiliar pais e cuidadores sobre a necessidade de atenção sobre este tópico, listei alguns itens para análise e prática com as crianças:

- Saúde emocional: Cuidar da saúde física é de extrema importância. No entanto, o que mais vemos atualmente são crianças com problemas relacionados à saúde emocional. Dar atenção aos sentimentos e comportamentos do seu filho e promover o diálogo franco, é essencial para identificar os problemas e propor soluções;

- Obrigações: Ouvir a criança antes de estipular tarefas e deveres é importante para que ele possa exprimir seus sentimentos. E não há lugar melhor para a criança desenvolver e praticar o diálogo do que na sua própria casa, com a sua família;

- Ambiente externo: Para uma criança estar bem física e emocionalmente, ela precisa estar inserida em um ambiente que proporcione calma, tranquilidade e momentos de prazer. Analise os seus meios de convivência e suas reações;

- Alimentação: É fato que as comidas industrializadas vieram solucionar a falta de tempo que temos para cozinhar nos dias atuais, mas fazer desta alimentação uma a rotina é assinar termo de ciência para o comprometimento da saúde de nossa família. Uma dica para fazer com que essa tarefa não fique sobrecarregada apenas a uma pessoa que já chega do trabalho cansada, é dividir o preparo da alimentação com os membros da casa. Além da ajuda, será um momento em que estarão juntos, contribuindo para estreitar os laços afetivos e familiares;

- Atividades físicas: São muitos os atrativos tecnológicos, como os tabletes, computadores e videogames que prendem as crianças nas horas vagas, fazendo-as verdadeiras sedentárias. Mas praticar exercícios físicos é essencial para a saúde do baixinho em curto, médio e longo prazo, já que uma vida ativa vai repercutir também na sua fase adulta. A melhor forma de estimular a criança é sendo o seu exemplo. Uma dica: separe um dia no parque para andar de bicicleta ou pratique uma atividade, como a natação, com o pequeno.

- Organize o tempo: A vida agitada e multitarefa faz com que os ponteiros do relógio não perdoem ninguém, nem mesmo as crianças. Para ajudar seu filho a cumprir todas as suas obrigações do dia, ajude-o a organizar seu tempo. Uma dica é estipular horários para cada dever.

Lembre-se, a saúde e educação de nossas crianças e adolescentes estão em nossas mãos e estão entre nossos deveres para com eles. Com a atenção e os cuidados necessários, eles serão adultos felizes, saudáveis, gratos aos seus pais e generosos com a sociedade em que vivem.

Por Dr. Sylvio Renan às 10h34

01/04/2013

Vacinação contra a gripe: Quanto antes imunizado, mais protegido

 

 

Já entramos no outono, época em que as temperaturas começam a cair e o os índices de crianças adoentadas começam a subir. O período é marcado pelo tempo seco, pelo aumento dos níveis de poluição atmosférica e por mudanças abruptas na temperatura. Esses fatores, associados aos ambientes que ficam mais fechados, menos arejados, contribuem para a disseminação de doenças como a gripe.

E este cenário tende a intensificar. Agora é o momento ideal imunizar as crianças, e não quando entrar o inverno, como muitos pensam. Ao mesmo tempo, não basta vaciná-las, é preciso imunizar pais, cuidadores, idosos – mais vulneráveis à doença. Enfim, adultos que convivem com nossas crianças.

A campanha do Ministério da Saúde, que este ano acontece de 15 a 26 de abril, contempla a vacinação em escala de faixa etária e grupos de risco. Para quem está fora dos grupos ou deseja antecipar a imunização, já é possível encontrar a vacina na rede privada, ao custo médio de R$ 80,00.

A vacina oferecida pelo SUS e na rede privada é a mesma em termos de constituição, mudando a apenas a apresentação.  Muitas pessoas não vacinam em função de acharem que ela é constituída do vírus, quando na verdade são utilizadas apenas partículas de vírus, suficientes para a imunização.

A vacina não oferece riscos, mas alguns casos devem ser observados, como destaco abaixo:

- Não vacinar pessoas com febre, apenas para evitar que possíveis reações normais da vacina se confundam com outros quadros de doenças já instalados;

- Não vacinar pessoas com alergia a ovo ou compostos com timerosol, conforme bula da medicação.

Lembro que a gripe é uma infecção respiratória altamente contagiosa. Bastante confundida com o resfriado, ela tem entre os seus sintomas febre elevada, mal estar geral, vômito e tosse seca. Atinge mais facilmente e de forma mais intensa as crianças menores de dois anos e os idosos. Desta forma, adultos que lidam com estes grupos de pessoas também devem ser imunizados, visando a proteção de toda a família.

Por Dr. Sylvio Renan às 18h38

01/03/2013

Meu filho não quer ir para a escola, e agora?

 

 

As aulas começaram e muitas crianças já se acostumaram com a volta da rotina escolar. Algumas, que choravam no retorno às salas, hoje já não choram e nem se queixam mais. Outras, que tinham receio e insegurança, começam, aos poucos, a criar gosto pelo ambiente e até sentem falta nos dias que não precisam levantar cedo para estudar. Por outro lado, há aquelas que, por algum motivo, ainda se recusam em frequentar a escola. E, nestes casos, o que os pais podem fazer?

Sempre que um pai ou uma mãe chegam a meu consultório com essa aflição, antes de tudo, tranquilizo-os dizendo que considero absolutamente normal uma criança, independente da idade, sentir-se insegura quanto a uma nova realidade que enfrentará, principalmente sabendo que não contará com a companhia e apoio de seus pais.

O que costumo indicar é que os familiares sempre incentivem e mostrem ao baixinho que frequentar a escola é importante para o seu desenvolvimento, e para toda a vida. Os pais devem orientar seus filhos para o fato de que, para se conquistar uma boa qualidade de vida, seja no lar, na sociedade ou no trabalho, há a necessidade de se absorverem informações, sendo a escola um dos melhores locais para obtê-las. A escola é também um excelente lugar para a criança interagir, se divertir e fazer amizades.

Apesar de achar o ingresso ao ensino favorável para qualquer pessoa, porém, não posso deixar de frisar que, hoje em dia, é muito comum vermos crianças cada vez menores já nas escolinhas. Nesses casos, é imprescindível que os pais considerem e analisem se o início ao ambiente de aprendizagem está relacionado à fase de a criança iniciar uma nova etapa de sua vida ou apenas às suas necessidades, por motivo de trabalho.

Se o pai e a mãe se mantiverem firmes no propósito de iniciar as atividades escolares de seu filho, e não estiverem sentindo culpa por este procedimento, dificilmente a criança, após 1 ou 2 semanas de frequência, manterá tal comportamento de rejeição.

Contudo, para aquele baixinho que, mesmo após um período normal de adaptação, ainda reluta à escola, aconselho a busca de um auxílio profissional, com psicólogos, que farão entrevistas com os pais e algumas sessões com o pequeno, chegando a um diagnóstico da situação e orientando seu tratamento. Cabe dizer que, na maioria das vezes, tal indicação é de auxílio psicológico para os geradores, e não para a própria criança.

Muito dos motivos desse desinteresse em ir para a escola pode estar relacionado com algum problema interno da criança com a instituição, como adaptação, acolhimento e relacionamento com coleguinhas. Em algumas situações, quando bem identificadas, pode até ser o tão famoso caso de bullying, mas pra isto, recorra a especialistas nesta área.

Para aqueles casos em que a criança, mesmo após conversa, ainda se mantém firmes na relutância de frequentar o colégio, aconselho que os pais mudem a instituição de ensino na qual a matricularam. Não há necessidade de ser outro programa de ensino, apenas mudar as pessoas que se relacionam com o baixinho, e, em muitos casos, o problema se resolve. Por outro lado, não é “eliminando” obstáculos que se resolverá o problema. Saber enfrentá-los é importante agora e para o futuro. E para isto o apoio dos pais é fundamental.

Por fim, converso com os pais, esclarecendo que a escola, seja ela qual for, também tem que ser um ambiente convidativo, motivacional, prazeroso e marcante, positivamente. Isto influenciará na aprendizagem, na convivência com todos os demais entes da escola, em sua vida. Se ele encontrar isto desde o princípio, certamente vai querer ir todos os dias para a escola!

Por Dr. Sylvio Renan às 17h13

16/01/2013

Vacinação de pai para filho

 

Muito se fala da importância da vacinação infantil e não à toa. Ela é sim uma poderosa arma para prevenir doenças que atingem nossas crianças. Mas, o que é tão importante quanto este fator e que pouco vejo falar, é que, nós, adultos, também precisamos receber imunização.

Algumas das doenças infantis atingem mais frequentemente as crianças que os adultos, por consequência da imunidade natural que pessoas adultas desenvolvem durante a vida. No entanto, um pai, mãe ou outro adulto que convive com a criança não estiver vacinado pode adquirir uma catapora de seu filho, se por alguma razão sofreu uma diminuição de sua imunidade adquirida. Por outro lado, este adulto que não atualizou sua vacina contra coqueluche, por exemplo, pode, mesmo sem apresentar a doença, albergar o germe em sua garganta, podendo transmitir a doença para a criança.

Sendo assim, adultos que convivem com crianças (não podemos deixar de incluir, além dos pais, os avós, professores e demais pessoas que fazem parte da vida de uma criança), têm um motivo a mais para se vacinarem, pois através da vacinação própria estarão também diminuindo o risco destas doenças virem a atingir os baixinhos.

Algumas doenças infecciosas ocorrem sazonalmente, com maiores índices na primavera e no inverno. No entanto, por serem muitas delas evitáveis através do mecanismo da imunização passiva, todo cidadão deveria ter sua carteira de vacinação atualizada desde o nascimento até o fim de sua vida, eliminando o risco de adquirir doenças evitáveis, colaborando para uma menor disseminação de tais doenças em seu meio social.

Além das vacinas que recebeu durante a infância, uma pessoa adulta deve ser vacinada rotineiramente contra diversas doenças, entre elas a da difteria (doença respiratória infectocontagiosa, causada por uma bactéria que se instala nas amídalas, faringe, laringe e nariz), da coqueluche e do tétano, a cada 10 anos, com o objetivo de manter sua memória imunológica. Complementando as citadas, atualmente, existe uma série de vacinas que os adultos também necessitam para uma maior proteção. Entre elas estão a meningite C, as hepatites A e B, o HPV, doença sexualmente transmissível, que predispõe ao risco de câncer de pênis e de colo de útero, e a vacina contra da influenza (gripe epidêmica).

Outro exemplo é a varicela (catapora), que é altamente contagiosa para crianças, adolescentes e adultos. As vacinas são disponibilizadas nas UBS apenas para casos suspeitos, levando os demais grupos não indicados a recorrer às clínicas particulares.

Existe hoje um calendário oficial de vacinação para prematuros, crianças, adolescentes, homens e mulheres adultos, idosos, além de um calendário de vacinação ocupacional, atualizados periodicamente pela SBIm – Associação Brasileira de Imunizações -, que tomo a liberdade de inserir neste artigo.

Para saber se sua carteirinha e a da sua família estão atualizadas, confira:

Crianças:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Crianca_2012.pdf

Adolescentes:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Adolescente_2012.pdf

Homens:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Homem_2012.pdf

Mulheres:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Mulher_2012.pdf

Idosos:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Idoso_2012.pdf

Ocupacional:
http://www.sbim.org.br/wp-content/uploads/2012/07/Ocupacional_2012.pdf

Por fim, deixo aqui meu alerta com base no crescente surto de coqueluche que o país vem apresentando nesta época do ano, justamente devido à falta de reforços e campanhas de conscientização e vacinação em adultos.

Lembre-se que o melhor combate às doenças começa pela prevenção. Todo adulto deve procurar seu médico ou uma clínica de imunizações, levando sua carteira de vacinação com as vacinas aplicadas desde a infância, podendo desta forma se proteger contra uma série de doenças, além colaborar na atividade de se evitar que as mesmas sejam vilãs para a saúde de nossas crianças.

Por Dr. Sylvio Renan às 16h44

Sobre o autor

Sylvio Renan de Barros

é médico, tendo
iniciado o curso

na Faculdade de Medicina de Botucatu e se formado em 1974 pela Faculdade de Medicina do ABC. Especializou-se em pediatria na Unifesp/EPM, obtendo em seguida o título pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Fez especialização prática pela General Pediatric Service da University of California - Los Angeles (Ucla) e participa de diversos simpósios do setor. Atuou por quase 30 anos em Pronto Socorro Infantil. Atualmente se dedica a seu consultório e à literatura médica para leigos. Seu primeiro livro lançado chama-se "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses".

Sobre o blog

O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. São abordados, de forma didática, temas que permeiam o universo da saúde da criança, como primeiros cuidados, doenças mais comuns, vacinação e alimentação.

Livros indicados

"Seu Bebê - Em perguntas e respostas"
Obra que reúne informações imprescindíveis para mães e pais de primeira viagem. Mas não se trata de um compêndio técnico sobre o "bebê-padrão", e sim de um livro que aborda casos específicos atendidos pelo autor ao longo de três décadas de pediatria.


"Nefrologia para Pediatras"
Livro que tem suas origens no Setor de Nefrologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, que se ampliou com a subseqüente formação de equipe de colaboradores nacionais, procedentes dos mais expressivos serviços de Pediatria do país, de notória e relevante contribuição para a Nefrologia Pediátrica.