Recentemente fui consultado por uma mãe de dois pacientes para um projeto bem interessante de discoteca para crianças, no que tange ao volume de som adequado para os baixinhos em um ambiente como este. Acabei me aprofundando um pouco em alguns estudos, indo um pouco mais além e observando itens como espaço, luz e até mesmo os lanchinhos servidos.
Inúmeras pesquisas, desenvolvidas em diferentes países e épocas, corroboram que a influência da música no desenvolvimento da criança é incontestável. Nos tempos atuais, tornou-se uma das mais importantes formas de comunicação, onde nunca uma geração viveu tão intensamente a música como agora.
Na relação criança e som, destaco que nenhum tipo de música por si só é prejudicial à saúde das crianças e que toda atividade lúdica é boa para elas, sendo melhor ainda se esta atividade envolver movimentos. Assim, é importante cuidar para que o ambiente, se for fechado, tenha boas condições de ventilação, umidade e temperatura, por exemplo.
Luz e ar condicionado também merecem atenção, pois a incidência dos raios luminosos de forma ativa, seja piscando ou pelos movimentos dos iluminadores, não deve incidir diretamente na criança. No entanto, sua projeção em telões ou paredes não a afetará. Sobre o ar condicionado, uma temperatura em torno de 24ºC mantém o ambiente em condições confortáveis. Como o ar tende a ficar mais seco com o uso do aparelho, ideal seria também dispor de humidificador.
Em relação ao som, tanto para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT, 1.987) quanto para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação sobre o nível de som médio é de 40 dBA (decibéis) para hospitais, salas de aula, bibliotecas e residências. A OMS já concluiu que as pessoas perdem o conforto auditivo a partir de 50 dBA e começam a ficar estressadas a partir de 55 dBA.
O sistema auditivo pode não apenas ser ferido por um tiro alto ou uma explosão, mas também pela exposição prolongada a altos níveis de ruído. No entanto, seguindo bem as recomendações da ABTN ou da OMS, não há com que se preocupar.
Em tempo, e voltando a questão que me levou a escrever este texto, no próximo dia 11 de agosto, em São Paulo, acontecerá a festa “Disco Baby”, idealizada e organizada pela DJ e jornalista Claudia Assef, a mãe que citei acima, e pela empresária Tathiana Mansini. A ideia é colocar no mesmo espaço pais e filhos para ouvir músicas boas, de modo saudável e em um ambiente familiar. A partir desta data, o evento passa a ser quinzenal.
Para mais informações, acesse o Facebook da Festa Disco Baby
Por Dr. Sylvio Renan às 19h45
Comento na entrevista para a Rádio Estadão ESPN, no programa Direto da Redação, com a jornalista Roxane Ré, sobre um recente estudo que aponta os riscos e o impacto do tempo em que as crianças permanecem em frente a TV, especialmente neste período de férias.
Segundo os relatos dos cientistas canadenses, o máximo de exposição à TV de crianças entre 2 e 4 anos deve ser de duas horas diárias. Mais ainda, identificaram que a cada hora adicional à qual uma criança entre dois e quatro anos é exposta semanalmente à TV pode haver aumento em meio milímetro da sua circunferência abdominal e, consequentemente, reduzir seu tônus muscular.
O estudo, publicado no periódico científicoBioMed, analisou o comportamento de 1.314 crianças e concluiu que o máximo de exposição à televisão deve ser de duas horas diárias nessa faixa etária.
Acrescento mais informações na entrevista para a Rádio Estadão ESPN, ao indicar que os danos à saúde das crianças não estão associados apenas ao tempo de permanência em frente a TV, mas sim em diversas outras mídias, como computador, tablet, jogos eletrônicos, por exemplo.
Você pode saber mais sobre este estudo na matéria da BBC Brasil, publicada no UOL Saúde: Aqui
Entrevista para a Rádio Estadão ESPN
Por Dr. Sylvio Renan às 18h39
é médico, tendo
iniciado o curso
na Faculdade de Medicina de Botucatu e se formado em 1974 pela Faculdade de Medicina do ABC. Especializou-se em pediatria na Unifesp/EPM, obtendo em seguida o título pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Fez especialização prática pela General Pediatric Service da University of California - Los Angeles (Ucla) e participa de diversos simpósios do setor. Atuou por quase 30 anos em Pronto Socorro Infantil. Atualmente se dedica a seu consultório e à literatura médica para leigos. Seu primeiro livro lançado chama-se "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses".
O objetivo deste blog é fornecer informações básicas relacionadas à área da pediatria. São abordados, de forma didática, temas que permeiam o universo da saúde da criança, como primeiros cuidados, doenças mais comuns, vacinação e alimentação.
"Seu Bebê - Em perguntas e respostas"
Obra que reúne informações imprescindíveis para mães e pais de primeira viagem. Mas não se trata de um compêndio técnico sobre o "bebê-padrão", e sim de um livro que aborda casos específicos atendidos pelo autor ao longo de três décadas de pediatria.
"Nefrologia para Pediatras"
Livro que tem suas origens no Setor de Nefrologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, que se ampliou com a subseqüente formação de equipe de colaboradores nacionais, procedentes dos mais expressivos serviços de Pediatria do país, de notória e relevante contribuição para a Nefrologia Pediátrica.